
Kremlin revela como reagiria caso EUA concordasse em retomar START III

O porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, revelou nesta quinta-feira (5) como a Rússia reagiria se os EUA respondessem à iniciativa russa de continuar aderindo às restrições estipuladas no Tratado de Redução de Armas Estratégicas, também conhecido como START III ou Novo START, por mais um ano após sua expiração nesse dia.

"Se houver alguma resposta construtiva, é claro que vamos manter o diálogo em andamento", afirmou Peskov, respondendo à pergunta de uma repórter sobre a atuação do governo russo caso Washington respondesse, "por exemplo, amanhã".
Em que consistia o tratado?
O START III era a última ferramenta da dissuasão nuclear entre a Rússia e os Estados Unidos. Assinado em 8 de abril de 2010 pelos então presidentes Dmitry Medvedev e Barack Obama, ele vigorou por 10 anos e foi prorrogado sem pré-condições por mais cinco anos em fevereiro de 2021.
Sem a resposta de Washington à proposta do presidente russo Vladimir Putin de prorrogar o acordo por mais um ano, as duas maiores potências nucleares do mundo passam a ficar, pela primeira vez em décadas, sem um tratado em vigor para limitar e controlar seus arsenais estratégicos.
O acordo estabelecia a redução das forças nucleares ativas para:
- 1.550 ogivas nucleares.
- 700 mísseis balísticos intercontinentais implantados, mísseis balísticos lançados por submarinos implantados e bombardeiros pesados implantados.
- 800 sistemas de lançamento implantados e não implantados para mísseis balísticos intercontinentais, mísseis balísticos lançados por submarinos e bombardeiros pesados.
O START III também previa o monitoramento mútuo dos arsenais nucleares e proibia o posicionamento de armas estratégicas fora do território de cada país.

