O relator da CPI do Crime Organizado no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE), apresentou na segunda-feira (2) dois requerimentos que apontam "fundadas suspeitas" de que um contrato entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados seja usado para lavagem de dinheiro. A informação foi publicada pelo Info Money nesta quinta-feira (5).
Entre as medidas solicitadas está a convocação da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, para depor à comissão, além da quebra dos sigilos bancários da empresa.
Evidências de lavagem
O requerimento se refere especificamente à necessidade de esclarecimento de um contrato de honorários advocatícios entre o escritório e o Banco Master, no valor de R$ 129 milhões.
Vieira questiona o valor desproporcional do contrato em relação aos serviços prestados. Essa discrepância, para o relator, sugere a possibilidade de um negócio jurídico simulado — um ato contratual nulo, quando as partes do contrato não têm intenção de cumprí-lo — que poderia ter sido usado para encobrir transferências financeiras suspeitas.
"Investigações da Operação Carbono Oculto apontam que o Banco Master teria sido capitalizado por meio de fraudes e recursos provenientes do tráfico de drogas, operacionalizados pela gestora CBSF DTVM (antiga Reag Trust) através da emissão de CDB's", continua o requerimento.
O documento também aponta que a criação de um novo escritório em Brasília no fim de setembro de 2025 ocorreupouco antes da liquidação extrajudicial do Banco Master, reforçando suspeitas de movimentações estratégicas para proteger patrimônio.
As evidências pautaram à CPI a necessidade de apurar se houve pagamentos em detrimento de outros credores e ou tráfico de influência junto a instâncias judiciais e órgãos públicos.