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VÍDEO: Keir Starmer é flagrado com as mãos trêmulas durante interrogatório sobre Epstein

O chefe de governo enfrenta pressão política após a divulgação de documentos confidenciais do ex-embaixador britânico nos EUA para o falecido agressor sexual.
VÍDEO: Keir Starmer é flagrado com as mãos trêmulas durante interrogatório sobre EpsteinUK Parliament

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, teve que esconder as mãos para evitar que tremessem enquanto falava sobre Peter Mandelson durante uma sessão de perguntas na quarta-feira (4), divulgou o jornal britânico Daily Express.

O gesto foi interpretado na Câmara dos Comuns do Reino Unido como reflexo da enorme pressão política que ele enfrenta por causa do caso Epstein, manisfestando ansiedade ou raiva, de acordo com um especialista em linguagem corporal citado na reportagem.

O escândalo Mandelson

Peter Mandelson renunciou ao seu assento na Câmara de Lordes do Reino Unido após documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos no âmbito do caso Jeffrey Epstein indicarem conexões entre Mandelson e seu marido brasileiro, Reinaldo Avila, com o criminoso sexual.

E-mails enviados a Epstein enquanto Mandelson era Secretário de Estado para Negócios no governo de Gordon Brown incluíam documentos confidenciais, informações financeiras privilegiadas [insider trading], evidências de corrupção passiva e tentativas de influenciar a política econômica do país.

O próprio premiê Starmer está ciente de que o escândalo pode corroer sua autoridade em Downing Street.

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Em seu discurso de quarta-feira, ele descreveu a conduta de Mandelson em relação ao país, ao Parlamento e ao Partido Trabalhista como "traição". Ele admitiu que "se arrepende" de tê-lo nomeado para embaixador dos EUA e afirmou que "jamais teria chegado perto do governo" se soubesse, na época, das informações recentemente reveladas.

Para tentar conter os danos, Starmer anunciou uma série de medidas excepcionais: pressionar por uma legislação para cassar o título de nobreza de Mandelson, criar um mecanismo para expulsar lordes em desgraça e remover o ex-ministro da lista de Conselheiros Privados, uma decisão que, segundo ele, já havia sido acordada com o Rei Carlos III.