
China lamenta expiração do Tratado de armas estratégicas entre Rússia e Estados Unidos

A China lamentou a expiração, nesta quinta-feira (5), do Tratado de Redução de Armas Estratégicas, conhecido como START III ou Novo START, firmado entre a Rússia e os Estados Unidos, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian.
"Este tratado é fundamental para manter a estabilidade estratégica global, e a comunidade internacional está preocupada, em geral, com o impacto negativo que sua expiração terá no sistema internacional de controle de armas nucleares e na ordem nuclear global", disse em entrevista coletiva também nesta quinta.

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O porta-voz lembrou que Moscou propôs aos EUA a prorrogação, por mais um ano, as restrições previstas no pacto.
"A China pede aos Estados Unidos que respondam positivamente, administrem responsavelmente os acordos de acompanhamento do Tratado e retomem o diálogo de estabilidade estratégica com a Rússia o mais rápido possível, o que também é a expectativa comum da comunidade internacional", afirmou Lin Jian.
Em que consiste o tratado?
O Tratado de Redução de Armas Estratégicas, também conhecido como START III ou Novo START, foi assinado por Rússia e EUA em 8 de abril de 2010 e prorrogado sem condições prévias por cinco anos, em fevereiro de 2021.
Pelo acordo, as partes se comprometiam a reduzir suas forças nucleares ativas para até 1.550 ogivas nucleares, 800 lançadores e 700 vetores.
Moscou suspendeu sua participação no pacto em fevereiro de 2023, explicando que o governo Biden "destruiu a base legal em matéria de controle de armas e segurança" ao acionar a infraestrutura militar da OTAN contra a Rússia.
Ao mesmo tempo, Moscou sempre declarou que pretende cumprir as restrições previstas dentro do prazo de validade do acordo.
O que vem a seguir?
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, alertou na terça-feira (3) que "dentro de poucos dias, o mundo provavelmente ficará em uma situação mais perigosa do que até agora".
"Pela primeira vez, os EUA e a Federação Russa — os dois países com os maiores arsenais nucleares do mundo — ficarão sem um documento fundamental que limite e controle esses arsenais. Achamos isso muito ruim", afirmou.
