Enviado do Kremlin responde se há avanços nas negociações sobre conflito ucraniano

"Um indicador [dos avanços] poderia ser que os belicistas da Europa e do Reino Unido tentam constantemente interferir nesse processo", afirmou Kirill Dmitriev.

O enviado especial da Presidência russa, Kirill Dmitriev, afirmou nesta quinta-feira (5) que há certos avanços nas conversas trilaterais sobre o conflito ucraniano.

"Um indicador pode ser o fato de que os belicistas da Europa e do Reino Unido tentam constantemente interferir nesse processo. E quanto mais tentativas desse tipo ocorrem, mais vemos que certamente há progresso e um avanço positivo", explicou o funcionário à imprensa em Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos).

Ao mesmo tempo, ele afirmou que "é impossível intervir" nas negociações que estão sendo realizadas. "Bem, é difícil para eles, mas estão tentando", concluiu.

Por outro lado, Dmitriev deu mais detalhes sobre as negociações. "Como sabem, estamos trabalhando ativamente com o governo Trump para restabelecer as relações econômicas entre a Rússia e os Estados Unidos, inclusive por meio do grupo russo-americano sobre cooperação econômica. Também nos reunimos hoje, e as reuniões estão avançando de maneira positiva", afirmou.

Segundo dia de negociações

Nos dias 4 e 5 de fevereiro, será realizada a segunda rodada de negociações entre a Rússia, a Ucrânia e os Estados Unidos em Abu Dhabi. Elas fazem parte dos esforços diplomáticos para avançar na solução política da crise ucraniana.

Na quarta-feira (4), o Kremlin lembrou que "as portas para uma solução pacífica estão abertas", ressaltando que a posição de Moscou "é muito clara" e "bem compreendida tanto pelo regime de Kiev quanto pelos negociadores".

Na questão da resolução da crise ucraniana, para a parte russa, a questão territorial continua sendo fundamental. Moscou reiterou que uma das principais condições para se chegar a uma solução para a crise em torno da Ucrânia é a retirada de todas as forças de Kiev do território de Donbass.

O porta-voz presidencial russo, Dmitry Peskovcomentou que "não há nada a se esperar por enquanto" e precisou que as negociações deverão se desenrolar no âmbito do grupo de trabalho sobre questões de segurança.