O Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, em entrevista exclusiva à RT por ocasião do Dia do Diplomata — a ser celebrado no dia 10 de fevereiro no país — denunciou as tentativas de expulsar as empresas russas da Venezuela após a agressão militar dos EUA contra o país latino-americano em janeiro.
O chanceler russo fez a declaração à Rick Sanchez ao comentar as sanções americanas contra as empresas petrolíferas russas Lukoil e Rosneft e tentativas de impedir que países ao redor do mundo comprem petróleo russo. "Neste momento, como sabem, estão introduzidas tarifas contra os países que compram recursos energéticos da Rússia", observou, citando o exemplo da Índia.
Agressão dos EUA contra Venezuela
Sob alegações "combate o narcoterrorismo", os EUA lançaram, no dia 3 de janeiro, uma agressão militar maciça em território venezuelano, que afetou Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
A operação terminou com o sequestro do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, que foram levados para Nova York. Os locais atacados eram principalmente de interesse militar, embora também tenham sido atingidas áreas urbanas e houvesse vítimas civis.
Caracas classificou as ações de Washington como uma "grave agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
Muitos países do mundo, entre eles a Rússia e a China, pediram a libertação de Maduro e sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa.
Em janeiro, Trump se reuniu com representantes de diferentes empresas petrolíferas que demonstraram diversos níveis de interesse em investir na Venezuela. O encontro fez parte dos planos do presidente para garantir o controle dos recursos energéticos do país sul-americano, após a agressão militar.