
Pequim condena decisão do Panamá sobre concessão de canal

O Escritório de Assuntos de Hong Kong e Macau (HKMAO) criticou a Suprema Corte do Panamá, na terça-feira (3), por anular a extensão de contrato de uma empresa de Hong Kong. A decisão sobre a concessão do canal foi declarada inconstitucional pelo tribunal panamenho, informou a agência Reuters.
O órgão chinês descreveu o ato como "traição política" e "absurdo jurídico". O texto afirma que a sentença ignora fatos e viola direitos legítimos, desrespeitando compromissos contratuais firmados anteriormente entre as partes.
A nota do HKMAO ressalta que foram investidos mais de US$ 1,8 bilhão (aproximadamente R$ 9,45 bilhões) e criou milhares de empregos no país. "Ao remover direitos de operação à força, o Panamá estaria sabotando sua própria credibilidade econômica e enviando uma mensagem negativa a investidores globais", segue o comunicado.
O HKMAO acusou o Panamá de submissão a "pressões hegemônicas" externas, ligando a decisão a influências políticas ocidentais. O órgão alega que nações poderosas têm abusado do conceito de segurança nacional para coagir países a atacar companhias chinesas.

De acordo com a nota do HKMAO, Pequim reagirá contra qualquer "coerção econômica" ou violação dos direitos de suas empresas. O Ministério das Relações Exteriores da China e o governo de Hong Kong reforçaram a condenação e prometeram tomar as medidas necessárias para proteger seus interesses.
O comunicado adverte que o Panamá "enfrentará isolamento e sérias consequências se não mudar de postura imediatamente". O texto encerra pedindo que o país reverta a decisão rapidamente para evitar maiores danos à sua reputação e relações diplomáticas.
