O fundador do Telegram, Pavel Durov, reagiu na quarta-feira (4) ao relatório do Comitê Judiciário do Congresso dos EUA, que denuncia uma censura prolongada em redes sociais por parte da Europa e sua suposta ingerência em processos eleitorais.
"O Congresso dos EUA expôs a Comissão Europeia por censurar opositores políticos por mais de uma década e por interferir em pelo menos oito eleições em seis países europeus", escreveu Durov no X. "Isso coincide com as tentativas do governo francês de obrigar o Telegram a censurar conteúdos em dois desses países", acrescentou, referindo-se à Romênia e à Bulgária.
No ano passado, o empresário afirmou que o chefe de inteligência da França, Nicolas Lerner, pediu-lhe para interferir nas eleições na Romênia para "proibir vozes conservadoras". Além disso, denunciou que, quando foi detido em Paris, os serviços de inteligência do país o contataram por meio de um intermediário para pedir que ajudasse o governo da Moldávia a censurar certos canais em seu aplicativo antes das eleições presidenciais.
- O relatório de 160 páginas publicado na terça-feira (3) afirma que a Europa liderou esforços durante uma década para obter o controle da narrativa nas redes sociais. "Antes de pelo menos oito eleições em seis países europeus desde 2023, a Comissão reuniu-se com as plataformas para pressioná-las a censurar o discurso político nos dias anteriores à votação", sustenta o documento.