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Rússia e EUA não estão mais vinculados às obrigações do último tratado de redução nuclear, diz Moscou

O acordo que regulamenta os arsenais nucleares de ambos os países expira na quinta-feira (5), apesar da proposta russa de prorrogá-lo.
Rússia e EUA não estão mais vinculados às obrigações do último tratado de redução nuclear, diz MoscouSputnik

A Rússia e os Estados Unidos, partes do Tratado de Redução de Armas Estratégicas — também conhecido como START III ou Novo STARTnão estão mais vinculados por nenhum compromisso mútuo, comunicou o Ministério das Relações Exteriores russo.

"Nas circunstâncias atuais, partimos do pressuposto de que as partes do START não estão mais vinculadas por nenhum compromisso ou declaração simétrica no contexto do tratado, incluindo suas disposições fundamentais, e que, em princípio, são livres para escolher seus próximos passos", afirma o comunicado.

O Ministério indicou que Moscou "pretende agir de forma responsável e ponderada", com base em uma análise minuciosa da política militar dos Estados Unidos e da situação geral no âmbito estratégico.

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Em que consiste o tratado?

O Tratado de Redução de Armas Estratégicas, também conhecido como START III ou Novo START, foi assinado por Rússia e EUA em 8 de abril de 2010 e prorrogado sem condições prévias por cinco anos, em fevereiro de 2021.

Pelo acordo, as partes se comprometiam a reduzir suas forças nucleares ativas para até 1.550 ogivas nucleares, 800 lançadores e 700 vetores.

Moscou suspendeu sua participação no pacto em fevereiro de 2023, alegando que Washington "destruiu a base legal em matéria de controle de armas e segurança" ao acionar a infraestrutura militar da OTAN contra a Rússia. Ao mesmo tempo, Moscou sempre declarou que pretende cumprir as restrições previstas dentro do prazo de validade do acordo.

O que vem a seguir?

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, alertou na terça-feira (3) que "dentro de poucos dias, o mundo provavelmente ficará em uma situação mais perigosa do que até agora".

"Pela primeira vez, os Estados Unidos e a Federação Russa — os dois países com os maiores arsenais nucleares do mundo — ficarão sem um documento fundamental que limite e controle esses arsenais. Achamos isso muito ruim", afirmou.