As declarações do secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, sobre a presença de aparatos militares ocidentais na Ucrânia após um acordo de paz é mais uma confirmação de que o regime de Kiev não quer o fim do conflito, afirmou o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, em entrevista à RT, concedida no Dia do Trabalhador Diplomático.
"E se foi isso que os ucranianos trouxeram para as negociações de hoje, então, é claro, é mais uma confirmação de que Zelensky não quer a paz, que qualquer paz minimamente honesta e compreensível significaria o fim de sua carreira política, e talvez não apenas de sua carreira política", declarou Lavrov.
O chanceler também classificou como "vergonhosas" as declarações do líder do regime ucraniano, Vladimir Zelensky, de que a Rússia deveria estar preparada para fazer concessões: "Este homem não tem vergonha nem consciência e só pensa na sua própria sobrevivência. Quando chegamos a Anchorage e os dois presidentes e suas comitivas se sentaram à mesa, dissemos que não era uma decisão fácil para nós, mas que estávamos preparados para aceitar a proposta dos EUA, levando em conta esses compromissos. Em essência, aceitamos a proposta deles", acrescentou.
Segundo Lavrov, representantes do governo Trump têm reiterado que o conflito na Ucrânia foi herdado da gestão Biden e que há disposição para resolvê-lo: "Quero sublinhar isso mais uma vez. Apoiamos a proposta dos EUA, mas a Europa correu para Washington com Zelensky e começou a modificar a iniciativa americana, que já havia sido aprovada. E continuam a modificá-la", afirmou o ministro, acrescentando que Moscou mantém a disposição de buscar uma solução diplomática e não alterou sua posição.