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Rússia condena incisivamente medidas 'ilegítimas' dos EUA contra Cuba

A estratégia de pressão máxima sobre Havana tem sido aplicada de forma constante há décadas e à vista de todos, comentou Maria Zakharova.
Rússia condena incisivamente medidas 'ilegítimas' dos EUA contra CubaGettyimages.ru

A Rússia condena incisivamente as medidas "ilegítimas" que os EUA tomam contra Cuba em busca da "asfixia econômica" do país, declarou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, nesta quarta-feira (4).

"Quero enfatizar mais uma vez que a estratégia de pressão máxima sobre Cuba tem sido aplicada por Washington de forma constante há décadas", comentou Zakharova, acrescentando que o objetivo de sufocar o país é abertamente declarado pelo governo americano.

A posição da Rússia, segundo a porta-voz, continua a mesma.

"Condenamos incisivamente as medidas ilegítimas de proibição contra Havana, a pressão sobre os líderes cubanos e os cidadãos desse país", acrescentou.

Além disso, denunciou que as ações de Washington estão "à margem da ONU e de sua Carta, bem como de outras normas do direito internacional".

Medidas dos Estados Unidos

  • Após a agressão militar dos EUA contra a Venezuela, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa Cilia Flores, Donald Trump fez declarações ameaçando aumentar a pressão sobre Cuba.
  • O presidente americano afirmou que "entrar e destruir" Cuba poderia ser a única opção restante para forçar uma mudança.
  • As ameaças ocorrem em meio ao bloqueio econômico e comercial que os EUA mantêm sobre Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que afeta gravemente a economia do país, foi ainda reforçado com várias medidas coercitivas e unilaterais da Casa Branca.
  • "Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos diz o que fazer. Cuba não agride; é agredida pelos EUA há 66 anos e não ameaça, apenas se prepara, pronta para defender a pátria até a última gota de sangue", declarou o presidente cubano Miguel Díaz-Canel.
  • O bloqueio imposto pelos EUA à ilha tem sido sistematicamente condenado pela maioria dos países do mundo, incluindo Rússia China.