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Putin e Xi Jinping se mostram a favor de manter cooperação com Cuba e Venezuela

Os dois chefes de Estado conversaram por videoconferência nesta quarta-feira.
Putin e Xi Jinping se mostram a favor de manter cooperação com Cuba e VenezuelaSputnik / Viacheslav Prokofiev

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente chinês, Xi Jinping, se manifestaram a favor de manter o nível de cooperação alcançado com Cuba e Venezuela. A informação foi divulgada pelo assessor presidencial russo, Yuri Ushakov, após uma videoconferência entre Putin e Xi.

"Os líderes compararam suas abordagens sobre a situação em torno da Venezuela e Cuba. Eles se manifestaram a favor de manter o nível de cooperação alcançado por nossos países com Caracas e Havana", declarou.

Ao debater questões de política externa, os presidentes enfatizaram a importância da cooperação entre a Rússia e China em plataformas internacionais, acrescentou Ushakov.

Durante conversa com Xi Jinping nesta quarta-feira (4), Putin destacou que, em relação ao cenário internacional, "a aliança de política externa entre Moscou e Pequim continua sendo um importante fator de estabilização em um contexto de crescente turbulência global".

  • Após a agressão militar dos EUA contra a Venezuela, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa Cilia Flores, Donald Trump fez declarações ameaçando aumentar a pressão sobre Cuba.
  • O presidente americano afirmou que "entrar e destruir" Cuba poderia ser a única opção restante para forçar uma mudança.
  • As ameaças ocorrem em meio ao bloqueio econômico e comercial que os EUA mantêm sobre Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que afeta gravemente a economia do país, foi ainda reforçado com várias medidas coercitivas e unilaterais da Casa Branca.
  • "Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos diz o que fazer. Cuba não agride; é agredida pelos EUA há 66 anos e não ameaça, apenas se prepara, pronta para defender a pátria até a última gota de sangue", declarou o presidente cubano Miguel Díaz-Canel.
  • O bloqueio imposto pelos EUA à ilha tem sido sistematicamente condenado pela maioria dos países do mundo, incluindo Rússia China.
  • Em 29 de janeiro, Trump assinou um decreto executivo que entrou em vigor à meia-noite e que lhe permite impor tarifas sobre as importações de produtos de países que vendem ou fornecem petróleo a Cuba, alegando que a ilha "representa uma ameaça incomum e extraordinária" à segurança e à política externa dos Estados Unidos.
  • Em contraste com o que Trump disse, Carlos Fernández de Cossío, vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, afirmou que Havana não mantém diálogo com os EUA, mas está aberta a ele caso certos critérios sejam atendidos.