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Moscou denuncia 'planos abertos de intervenção militar' do Ocidente

Maria Zakharova comentou as declarações de Mark Rutte sobre o envio de tropas ocidentais para a Ucrânia assim que um acordo de paz for alcançado.
Moscou denuncia 'planos abertos de intervenção militar' do OcidenteGettyimages.ru / Omar Marques

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, denunciou nesta quarta-feira (4) os planos ocidentais de enviar tropas da chamada "coligação dos dispostos" para a Ucrânia após um acordo de paz, classificando-os como uma intervenção militar flagrante.

Suas declarações foram feitas em resposta aos comentários feitos na terça-feira (3) pelo secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, acerca da presença na Ucrânia de "forças armadas, aeronaves no ar e apoio naval daqueles que concordam". 

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"Tudo isso, é claro, é um plano aberto para intervenção militar estrangeira. É assim que deveria ser chamado", observou Zakharova. "Para nós, isso é absolutamente inaceitável", enfatizou ela.

A porta-voz lembrou que Moscou afirmou repetidamente que o envio de tropas ocidentais para território ucraniano, "sob qualquer bandeira, representaria uma ameaça" à segurança nacional da Rússia. "Consideraremos essas tropas um alvo militar legítimo", afirmou.

As declarações de Zakharova ecoam a posição reafirmada repetidamente pelas autoridades russas, entendendo a medida como um avanço das provocações do Ocidente. "O 'partido da guerra' europeu, que investiu seu capital político na ideia de infligir uma derrota estratégica à Rússia, não tem piedade nem dos ucranianos nem de sua própria população", declarou em dezembro o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov.

Visita da OTAN à Ucrânia

Mark Rutte compareceu perante a Verkhovna Rada (Parlamento ucraniano) na terça-feira (3) e declarou que tropas da "coligação dos dispostos" serão enviadas para a Ucrânia assim que um acordo de paz for alcançado, contando com a disponibilidade dos Estados Unidos, Europa e Canadá.

"Além de forças armadas fortes, a Ucrânia precisa de um apoio contundente", afirmou Rutte.

Patrocínio ou procuração?

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou no início de janeiro que tropas britânicas serão enviadas para a Ucrânia para participar de "operações de dissuasão", após um acordo de paz entre as partes do conflito.

Starmer anunciou, após a assinatura da Declaração de Paris, que França e Reino Unido concordaram em construir centros militares em toda a Ucrânia após o cessar-fogo, com "o objetivo de apoiar as necessidades defensivas" do país.

Por sua vez, o presidente francês, Emmanuel Macron, destacou que a declaração estabelece os "componentes das garantias de segurança", que incluem a instalação de um mecanismo de supervisão do cessar-fogo sob a liderança dos Estados Unidos, o apoio às Forças Armadas da Ucrânia e o compromisso legal de apoiar Kiev "em caso de um novo ataque por parte da Rússia".