Os gastos com a administração pública federal chegaram a R$ 72,7 bilhões em 2025, o maior valor em nove anos, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (4) pelo jornal Poder 360, com base em informações do Tesouro Nacional.
A alta real, já descontada a inflação, foi de +11,6% em relação a 2024, quando as despesas somaram R$ 65,2 bilhões.
O total se aproxima do recorde histórico de 2016, quando os gastos chegaram a R$ 77,7 bilhões, durante a transição entre os governos Dilma Rousseff e Michel Temer. Ao longo dos últimos anos, os valores anuais evoluíram da seguinte forma, conforme publicado pelo g1:
Gastos administrativos da União por ano (em bilhões de reais):
2011 (Dilma Rousseff): 72,616
2012 (Dilma Rousseff): 75,262
2013 (Dilma Rousseff): 74,014
2014 (Dilma Rousseff): 77,438
2015 (Dilma Rousseff): 72,565
2016 (transição Dilma → Temer): 77,748
2017 (Michel Temer): 68,549
2018 (Michel Temer): 68,425
2019 (Jair Bolsonaro): 65,841
2020 (Jair Bolsonaro, declaração pandemia): 61,944
2021 (Jair Bolsonaro): 57,779
2022 (Jair Bolsonaro): 60,187
2023 (Lula): 63,235
2024 (Lula): 65,197
2025 (Lula): 72,738
As despesas administrativas são referentes a custos operacionais do governo e refletem a manutenção da estrutura necessária para o funcionamento da máquina pública federal.
Elas incluem os gastos com água, energia elétrica, telefone, limpeza, vigilância, apoio operacional e administrativo, combustíveis, tecnologia da informação, aluguel de imóveis e veículos, diárias e passagens, e serviços bancários.