O ex-príncipe Andrew Mountbatten Windsor, irmão do Rei Charles III, usou sua influência para que o jato particular de Jeffrey Epstein pudesse pousar em bases militares do Reino Unido em dezembro de 2000.
Segundo reportagem do jornal britânico The Telegraph, publicada no domingo (1º), um e-mail recentemente divulgado pelo Departamento de Justiça dos EUA registra a admissão de Epstein sobre a habilitação de acesso às bases aéreas RAF Marham e RAF Horsham, usualmente fechados a voos civis.
A aeronave particular do criminoso sexual teria pousado na base aérea próxima à residência da família real em Sandringham, Norfolk, em 7 de dezembro de 2000. Epstein e sua comitiva teriam permanecido na residência real por dois dias, a convite do ex-príncipe Andrew.
A mensagem faz parte dos três milhões de páginas de arquivos judiciais sobre o falecido financista americano, divulgados na sexta-feira (30).
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O então príncipe exercia a posição de comandante ativo na Marinha Real na época, mas o comandante do RAF Marham superava sua autoridade, sugerindo que Andrew usou seu status como membro da família real — e não sua posição militar — para descumprir a regra de proibição do tráfego civil.
- O rei Charles retirou de Andrew o título de Alteza Real (SAR) e os títulos de Príncipe e Duque de York, oficialmente, em outubro do ano passado. A decisão ocorreu após a crescente controvérsia sobre suas ligações com Epstein.