SUS disponibiliza vacina contra bronquiolite para bebês prematuros

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza, a partir deste mês de fevereiro, um novo instrumento de proteção contra a bronquiolite para bebês e crianças, comunicouna terça-feira (3) o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em suas redes sociais.
A imunização é destinada a bebês prematuros (nascidos com menos de 37 semanas de gestação) e crianças de até dois anos com comorbidades, como doenças pulmonares crônicas, cardiopatias congênitas e síndrome de Down. A iniciativa visa protegê-los através do uso do anticorpo monoclonal nirsevimabe, que oferece proteção imediata contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causa da doença.
Tem novidade no combate à bronquiolite no SUS!A partir de fevereiro, o SUS passa a oferecer o nirsevimabe, ampliando a proteção contra o Vírus Sincicial Respiratório, principal causa da bronquiolite.Serão 300 mil doses distribuídas em todo o país, garantindo cuidado para… pic.twitter.com/HxI2FasvpU
— Alexandre Padilha (@padilhando) February 2, 2026
O nirsevimabe atua de maneira diferente das vacinas tradicionais, fornecendo ao organismo a defesa pronta, sem a necessidade de estimular a produção de anticorpos. Essa característica é especialmente importante para crianças com maior risco de desenvolver complicações respiratórias.
Segundo Padilha, foram distribuídas 300 mil doses em todo o país para ampliar a capacidade de prevenção no período de maior circulação do vírus.
Imunização e tratamento
Dados recentes indicam que o VSR é responsável por uma parcela significativa de casos de bronquiolite e pneumonia em crianças menores de dois anos. Segundo informações da plataforma Medscape, ele é uma das principais causas de hospitalizações de recém-nascidos.
O SUS já oferecia a vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, protegendo os bebês desde o nascimento. Citado na reportagem, um estudo avaliou as vantagens comparativas dos dois métodos de imunização. "[Os] resultados sugerem que o nirsevimabe oferece uma eficácia superior à da vacinação materna", escrevem os autores. "No entanto, as duas estratégias continuam sendo eficazes e complementares".
Após a eventualidade do contágio, não há um tratamento específico para a bronquiolite. O manejo da doença se baseia no alívio dos sintomas, incluindo suporte respiratório, hidratação e, em alguns casos, o uso de broncodilatadores.
