Trump diz que chegou a acordo antidrogas com Petro

Presidente dos EUA destacou boa relação com Petro e disse que ambos estão alinhados em temas de segurança.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (3) que chegou a um entendimento com o presidente colombiano, Gustavo Petro, para ampliar a cooperação bilateral no combate ao narcotráfico. A declaração foi feita após reunião entre os dois líderes na Casa Branca, em Washington.

Questionado por um jornalista no Salão Oval sobre um possível acordo antidrogas, Trump confirmou: "Sim, chegamos, trabalhamos nisso e nos damos muito bem".

O presidente dos EUA também comentou que, apesar da falta de contato prévio com o colombiano, a conversa foi produtiva. "Ele e eu não éramos exatamente melhores amigos, mas não me senti ofendido porque nunca o conheci. Na verdade, eu não o conhecia de jeito nenhum. Nos dávamos muito bem. E estamos trabalhando nisso", afirmou.

Trump ainda indicou que o diálogo com Petro abordou outras questões além do narcotráfico. "Estamos trabalhando em outras coisas", disse, mencionando também sanções. "Achei ótimo, correu muito bem, nos demos bem", acrescentou.

Ao mesmo tempo, Petro participou uma coletiva de imprensa onde descreveu a conversa no Salão Oval como "positiva".

"O que nos une é a liberdade. Podemos ser muito diferentes, civilizacionalmente falando, historicamente falando, mas o que nos une é a liberdade", disse

Final feliz

O encontro bilateral foi apresentado por Washington e Bogotá como uma oportunidade para amenizar as divergências e reconstruir os laços bilaterais, que se deterioraram após meses de acusações mútuas entre os presidentes, a descredenciação do país sul-americano no combate ao narcotráfico, a revogação do visto americano e a imposição de sanções ao mandatário colombiano, que fez duras críticas aos bombardeios americanos contra pequenas embarcações em águas hemisféricas, rotuladas sem qualquer comprovação como "narco-lanchas".

No auge da tensão, Trump, também sem provas, rotulou seu homólogo de chefe de uma quadrilha de tráfico internacional de drogas, enquanto Petro acusou os EUA de recorrerem a uma invenção comparável à inexistente arma de destruição em massa no Iraque, com o objetivo de atacar militarmente a Venezuela, depor seu governo e, assim, se apoderar de seu petróleo.  

Da mesma forma, o presidente colombiano rejeitou enfaticamente o bombardeio americano em Caracas em 3 de janeiro e instou a região a "se emancipar" da esfera de influência dos EUA. Isso foi seguido por ameaças de Trump de lançar uma operação semelhante em solo colombiano.

No entanto, as coisas se acalmaram quatro dias depois, quando ocorreu a primeira troca de telefonemas entre os dois e foi anunciada a visita oficial de Petro a Washington.