A China expressou concordância com a Rússia sobre os perigos da aceleração militar do Japão. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, afirmou que as ações de Tóquio "ameaçam a paz regional e colocam a comunidade internacional em alerta máximo".
No domingo (1), o secretário do Conselho de Segurança da Federação da Rússia, Sergei Shoigu, destacou durante visita a Pequim que o país "se opõe de maneira firme às tentativas do Japão de acelerar sua remilitarização", conforme citado pela imprensa russa.
Em sintonia, Pequim ressaltou que as ações japonesas violam tratados internacionais do pós-Segunda Guerra e a própria Constituição pacifista do país.
O governo chinês acusa o país vizinho de, após o fim da Segunda Guerra Mundial, nunca ter rompido definitivamente com o militarismo. Como exemplo, aponta que "o Santuário Yasukuni ainda presta homenagens a 14 criminosos de guerra de Classe A condenados. As forças de direita no Japão tentam branquear e mascarar sua história de agressão através da revisão de livros didáticos de história e outras medidas".
Segundo Lin Jian, o orçamento de defesa do Japão cresceu por 14 anos seguidos, atingindo US$ 58 bilhões. Os gastos já representam 2% do PIB, financiando mísseis de médio alcance e a conversão de fragatas em porta-aviões.
"Em 2025, o Japão exportou mísseis Patriot e fragatas, rompendo restrições históricas sobre armas letais. Oficiais japoneses chegaram a discutir abertamente a posse de armas nucleares", alertou o porta-voz chinês.
A China convocou a comunidade internacional a rejeitar as ambições da direita japonesa. O objetivo declarado é "defender os resultados da vitória na Segunda Guerra Mundial e garantir a paz duramente conquistada".