O governo chinês voltou a criticar duramente as ações militares dos Estados Unidos contra a Venezuela, classificando a ofensiva — que há um mês sequestrou o presidente Nicolás Maduro e Cilia Flores — como uma violação direta do direito internacional. Em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (3), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, reiterou a posição de Pequim contra o que chamou de "movimentos hegemônicos" por parte de Washington.
"Há um mês, os Estados Unidos lançaram ataques militares contra a Venezuela e tomaram à força o presidente Maduro e sua esposa. Esses movimentos hegemônicos violaram gravemente o direito internacional, infringiram a soberania da Venezuela e ameaçaram a paz e a estabilidade na América Latina e no Caribe", declarou Lin Jian ao ser questionado pela emissora Telesur.
O ataque dos Estados Unidos incluiu bombardeios a alvos civis e militares, além de infraestruturas estratégicas do país. Diante do cenário, Lin afirmou que a China "se opõe firmemente" às ações de Washington e reafirmou o apoio de Pequim ao governo venezuelano na defesa de sua "soberania, dignidade e direitos legítimos".
"Trabalharemos com a comunidade internacional para defender firmemente os propósitos e princípios da Carta da ONU, os princípios fundamentais da justiça internacional e a equidade internacional", completou o porta-voz.
Pequim tem se posicionado como um dos principais aliados da Venezuela no cenário internacional e, nas últimas semanas, intensificou seus apelos por uma resolução pacífica e pelo retorno do presidente venezuelano ao poder.