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Uruguai estreita laços com a China, apesar da pressão de Trump

Visita do presidente uruguaio a Pequim acontece em meio à crescente tentativa do governo Trump de conter a influência de Pequim sobre os países da América Latina.
Uruguai estreita laços com a China, apesar da pressão de TrumpXinhua/Huang Jingwen

O presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, reuniu-se em Pequim com seu homólogo chinês Xi Jinping nesta terça-feira (3) para aprofundar a parceria entre os países. A imprensa local destacou o encontro.

Durante a reunião, os líderes assinaram 12 acordos. Orsi declarou nas redes sociais que o Uruguai está "buscando um engajamento internacional ativo, fortalecendo laços de longo prazo e criando novas oportunidades para o desenvolvimento do país".

O encontro acontece apesar da crescente tentativa do governo Trump de conter a influência de Pequim sobre os países da América Latina.

Acompanhado, segundo a imprensa regional, por uma delegação de 150 pessoas, a visita de sete dias de Orsi começou em Pequim no domingo (1). A próxima parada do presidente uruguaio será em Xangai.

Xi Jinping aproveitou a ocasião para defender a construção de um "mundo multipolar e uma globalização econômica inclusiva", além de reafirmar seu compromisso de trabalhar pelo "desenvolvimento comum" com a América Latina.

  • Em abril de 2025, o secretário de Guerra do governo de Donald Trump, Pete Hegseth, queixou-se da influência chinesa na América Latina, e prometeu que os Estados Unidos retomariam o seu ''quintal'' de volta.
  • Desde então, Washington adotou uma série de medidas consideradas hostis contra países da região. As ações incluem a imposição de tarifas comerciais elevadas contra o Brasil, em uma tentativa de interferir em seu cenário político; disputas verbais com o presidente da Colômbiainterferência direta nas eleições de Honduras; um ataque em grande escala contra a Venezuela e, mais recentemente, o anúncio de um decreto que prevê tarifas contra parceiros comerciais de Cuba.