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Cármen Lúcia determina regras de comportamento para juízes eleitorais

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforçou a defesa da "neutralidade", "transparência" e "integridade" da Justiça durante ano eleitoral.
Cármen Lúcia determina regras de comportamento para juízes eleitorais© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, anunciou na segunda-feira (2) que encaminhará orientações de conduta aos magistrados dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).

A medida visa reforçar a neutralidade, a transparência e a integridade da Justiça Eleitoral em um ano marcado por eleições.

Durante sessão solene, Cármen Lúcia ressaltou que os juízes devem adotar "comportamentos ainda mais rigorosos" e lembrou que magistrados não são "senhores das verdades"

Para orientar os juízes, a ministra apresentou dez regras de conduta, que incluem:

  • Transparência em reuniões e audiências: audiências com advogados, candidatos ou partidos devem ter agenda divulgada previamente, inclusive quando realizadas fora de prédios oficiais.

  • Cautela em declarações públicas: juízes devem evitar comentar publicamente sobre temas ligados ao processo eleitoral.

  • Distanciamento de eventos com candidatos: participação em atividades ligadas a campanhas pode gerar conflito de interesses.

  • Proibição de posicionamento político: magistrados não podem manifestar preferência eleitoral em nenhum meio, incluindo redes sociais.

  • Recusa de presentes ou vantagens: benefícios que coloquem a imparcialidade em dúvida devem ser rejeitados.

  • Neutralidade ideológica: não é permitido demonstrar apoio ou oposição a candidatos, partidos ou correntes políticas.

  • Afastamento em casos com ligação profissional: juízes que têm relações profissionais com advogados de um processo devem se declarar impedidos.

  • Prioridade à função judicial: atividades externas não devem comprometer responsabilidades na Justiça.

  • Divulgação oficial de decisões e atos: apenas autoridades competentes devem tornar públicos os atos judiciais para evitar interpretações equivocadas.

  • Transparência para proteger a democracia: a atuação da Justiça Eleitoral deve ser pública, garantindo informação confiável aos eleitores.

Cármen Lúcia destacou que essas orientações buscam fortalecer a confiança da sociedade no sistema eleitoral brasileiro e assegurar que os magistrados atuem sempre com integridade e imparcialidade.