O político Peter Mandelson renunciou ao seu assento na Câmara de Lordes do Reino Unido após documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos no âmbito do caso Jeffrey Epstein indicarem conexões entre Mandelson e seu marido brasileiro, Reinaldo Avila, com o criminoso sexual. As informações foram publicadas nesta terça-feira (3) pela imprensa britânica.
A informação veio a público após o primeiro-ministro britânico Keir Starmer confirmar o envio de um dossiê às autoridades competentes, afirmando que Peter Mandelson repassou informações confidenciais do governo do Reino Unido a Jeffrey Epstein. Segundo Starmer, alguns dos dados detalhavam passos adotados por Londres para enfrentar a crise financeira global.
Entenda:
Entre os elementos que pesam contra Mandelson estão e-mails enviados a Epstein a partir dos mais altos níveis do governo britânico, quando ele ocupava o cargo de secretário de Negócios. As mensagens incluíam um documento confidencial destinado ao primeiro-ministro sobre a possível venda de £20 bilhões em ativos públicos, além de referências a tentativas de influenciar a política sobre bônus de banqueiros, a confirmação antecipada de um pacote de resgate da zona do euro e a sugestão de pressão do JPMorgan sobre o chanceler. Documentos também indicam que Epstein teria pago US$ 75 mil a contas bancárias das quais Mandelson teria sido beneficiário.
No caso de seu marido, Reinaldo Avila da Silva, os arquivos apontam que Epstein transferiu £10 mil em setembro de 2009 para custear um curso de osteopatia e outras despesas pessoais. O repasse financeiro é citado nas revelações como parte das conexões mantidas por Epstein com pessoas do círculo próximo de Mandelson.
Segundo o jornal O Globo, que teve acesso a outros documentos, Epstein chegou a instruir seu contador, Rich Kahn, a enviar "4 mil dólares" adicionais para Reinaldo, a quem já havia enviado a quantia de 13 mil dólares recentemente.
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