A Justiça do Rio determinou nesta terça-feira (3) a nova prisão do cantor Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, por descumprimento de medidas cautelares.
Segundo informações divulgadas pelo portal g1, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) identificou 22 violações ao monitoramento eletrônico entre outubro e novembro de 2025, como longos períodos sem bateria na tornozeleira.
A juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal, apontou um "padrão reiterado de negligência" com o equipamento. O ministro Joel Ilan Paciornik revogou o habeas corpus que permitia a liberdade do artista.
A Polícia Civil realiza diligências para cumprir o novo mandado de prisão. A defesa de Oruam afirma que o aparelho apresentava falhas técnicas e que já havia sido substituído pela Seap.
O uso da tornozeleira eletrônica foi determinado após Oruam ser denunciado por duas tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis, durante uma operação no bairro do Joá, na Zona Oeste do Rio, em julho de 2025. À época, a Justiça substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares, incluindo o monitoramento eletrônico, enquanto o processo seguia em andamento.