União Europeia depende de minerais críticos da China e do Sul Global, aponta imprensa britânica

De acordo com um relatório do Tribunal de Contas Europeu, a meta do bloco de atingir 42,5% de energia renovável até 2030 é "inalcançável" devido à falta de progresso na produção, refino e reciclagem nacionais.

Os países da União Europeia dependem da importação de minerais críticos da China e de países do Sul Global, publicou o jornal The Guardian na segunda-feira (2), com base em um relatório do Tribunal de Contas Europeu.

Segundo o documento, a meta do bloco de alcançar 42,5% de energia renovável até 2030 é "inalcançável" diante da falta de avanços na produção, no refino e na reciclagem internos.

Para Keit Pentus-Rosimannannus, integrante do tribunal responsável pela auditoria, "é vital que a UE aprimore seu desempenho e reduza sua vulnerabilidade nessa área". 

O relatório conclui que a mineração e a exploração são "subdesenvolvidas" na UE e que, mesmo quando novos depósitos são identificados, um projeto de mineração no bloco pode levar até 20 anos para entrar em operação.

Dependência crítica

O bloco europeu já havia informado que, das 20 mil toneladas de ímãs permanentes usadas pela indústria europeia em 2024, 17 mil toneladas tiveram origem na China.

Dos 26 minerais críticos considerados essenciais, dez são importados, e nenhum dos 17 elementos de terras raras é extraído no bloco. A reciclagem também avança lentamente: apenas 16 matérias-primas críticas passam por esse processo na UE.

"Sem matérias-primas essenciais, não haverá transição energética, competitividade nem autonomia estratégica. Infelizmente, estamos agora perigosamente dependentes de um punhado de países fora da UE para o fornecimento desses materiais", disse Pentus-Rosimannus.