
Kremlin estabelece condição para retomar diálogo sobre redução de armas estratégicas com EUA

O porta-voz da Presidência russa, Dmitry Peskov, declarou nesta terça-feira (3) que, ao abordar o futuro sistema de estabilidade estratégica, Moscou não pode ignorar o potencial nuclear dos aliados dos Estados Unidos na Europa.

"Para nós, é importante que, ao debater o futuro sistema de estabilidade estratégica, não possamos ignorar o potencial nuclear dos aliados dos Estados Unidos na Europa. Especificamente, no Reino Unido e a França. Sem isso, sem dúvida, futuras discussões não serão possíveis", afirmou, lembrando que o presidente Vladimir Putin falou sobre isso "repetidamente".
As declarações de Peskov ocorrem no contexto da próxima expiração do Tratado de Redução de Armas Estratégicas, também conhecido como START III ou Novo START, nesta quinta-feira, 5 de fevereiro.
Em que consiste o tratado?
O Tratado de Redução de Armas Estratégicas, também conhecido como START III ou Novo START, foi assinado por Rússia e EUA em 8 de abril de 2010 e prorrogado sem condições prévias por cinco anos, em fevereiro de 2021.
As partes se comprometiam a reduzir suas forças nucleares ativas para 700 transportadores, 1.550 ogivas nucleares e 800 lançadores.
Moscou suspendeu sua participação no pacto em fevereiro de 2023, alegando que Washington "destruiu a base legal em matéria de controle de armas e segurança" ao acionar a infraestrutura militar da Otan contra a Rússia.
Ao mesmo tempo, a Rússia sempre declarou que pretende cumprir as restrições previstas dentro do prazo de validade do acordo.
