
Presidente do Irã dá sinal verde para negociações com EUA

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, anunciou nesta terça-feira (3) que ordenou o Ministério das Relações Exteriores do país a preparar o terreno para negociações com os Estados Unidos. O anúncio foi feito na rede social X em meio às tensões prolongadas entre os dois países.

"À luz dos pedidos de governos amigos da região para responder à proposta do Presidente dos Estados Unidos para negociações, instruí meu Ministro das Relações Exteriores, desde que exista um ambiente adequado — livre de ameaças e expectativas irracionais —, a buscar negociações justas e equitativas guiadas pelos princípios da dignidade, prudência e conveniência", declarou.
Pezeshkian enfatizou que "as negociações serão conduzidas de acordo com nossos interesses nacionais".
Contexto atual das tensões EUA x Irã
- As ações hostis dos EUA em relação ao Irã aumentaram significativamente no início de janeiro, quando Donald Trump ameaçou intervir militarmente no território do país, usando como pretexto a violência durante os recentes protestos no Irã. Embora pouco depois as manifestações tenham sido controladas, ele retomou as ameaças, desta vez apelando para outros motivos e voltando às exigências relacionadas aos programas nucleares e de mísseis.
- A agência iraniana de notícias ISNA revelou em 26 de janeiro que mensagens estão sendo trocadas entre o enviado especial da Casa Branca, Steven Witkoff, e o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, de acordo com o representante permanente nas Nações Unidas em Genebra, Ali Bahraini.
- Em 27 de janeiro, Trump anunciou que uma "grande armada" se dirigia ao Irã dias depois que o porta-aviões USS Abraham Lincoln e outros navios de guerra foram enviados ao Oriente Médio, deixando o país persa ao alcance de possíveis ataques.
- O governo iraniano alertou que qualquer ação militar contra o país será considerada "o início de uma guerra". Teerã afirmou ainda que suas Forças Armadas estão "com o dedo no gatilho", prontas para responder de forma imediata e contundente a qualquer agressão, mas declarou estar aberto a um "diálogo baseado no respeito e nos interesses mútuos".
