
Embaixada da China celebra crescimento no número de visitantes estrangeiros ao país

A Embaixada da China no Brasil compartilhou nesta segunda-feira (2) números relacionados à entrada de mais de 82 milhões de visitantes estrangeiros no país em 2025, destacando o fato de que 73,1% deles entraram sem a necessidade de visto.

Em publicação na rede social X, a missão diplomática afirmou que "A China está aberta ao mundo — e o mundo está chegando", dando sinais de uma alta expectativa para intercâmbio com outras nacionalidades.
Trocas com América Latina
Em maio de 2025, Pequim anunciou a isenção de vistos para cidadãos da Argentina, Brasil, Chile, Peru e Uruguai, que passaram a poder entrar na China sem visto por até 30 dias.
Na ocasião, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou que Pequim "continuará a promover a abertura em alto nível e a introduzir mais medidas para facilitar ainda mais os intercâmbios internacionais".
Em resposta, no final de janeiro de 2026, o Governo brasileiro promoveu medida semelhante a cidadãos chineses, como forma de fortalecer os laços com Pequim e fomentar o intercâmbio em diversas áreas.
Relações Brasil-China
Pequim e Brasília desfrutam de uma relação cada vez mais próxima, cuja abertura de seu fluxo de pessoas espelha uma aproximação no fluxo de capital e investimentos. A isenção é um passo adiante nesta direção, já deflagrada pelo acordo bilateral sobre vistos em janeiro de 2024, que permitiu a emissão de vistos com validade de até dez anos.
Para os cidadãos brasileiros e chineses beneficiados, a isenção permitirá uma estadia de até 30 dias sem a necessidade de visto para fins de negócios, turismo, visita a familiares ou participação em eventos.
A iniciativa é vista como um passo importante para aumentar a presença do Brasil no mercado turístico chinês, que é um dos maiores do mundo. Atualmente, a participação brasileira nesse mercado é de apenas 0,05%, de acordo com dados da Embratur, indicando um potencial significativo de crescimento.
O Conselho Empresarial Brasil-China já se manifestou favoravelmente à medida em dezembro do ano passado, prevendo impactos positivos em setores como hotelaria, companhias aéreas e comércio. A expectativa é que a facilidade de viagens impulsione ainda mais os negócios e as relações bilaterais.
