
China amplia influência e se torna dominante em 10 de 12 países sul-americanos, mostra levantamento

A China se tornou o "país mais influente" nas economias de 10 dos 12 países da América do Sul, segundo um levantamento elaborado pelo pesquisador Francisco Urdinez e divulgado pelo jornal Folha de S. Paulo no domingo (1).
A pesquisa, que deu origem ao livro "Economic Displacement: China and the End of US Primacy in Latin America", é ancorado em uma métrica que contabiliza ''investimento, crédito, comércio e ajuda externa em relação ao PIB dos países''.

Em entrevista ao jornal, Urdinez também ressaltou a transformação gradual observada ao longo do século XXI. Segundo ele, em 2001, todas as nações da América do Sul apresentavam maior alinhamento com os Estados Unidos.
"A resposta americana ao deslocamento econômico migrou da competição econômica, que eles perderam, para a intervenção coercitiva, enfatizou o especialista".
- Em abril de 2025, o secretário de Guerra do governo de Donald Trump, Pete Hegseth, queixou-se da influência chinesa na América Latina, e prometeu que os Estados Unidos retomariam o seu ''quintal'' de volta.
- Desde então, Washington adotou uma série de medidas consideradas hostis contra países da região. As ações incluem a imposição de tarifas comerciais elevadas contra o Brasil, em uma tentativa de interferir em seu cenário político; disputas verbais com o presidente da Colômbia; interferência direta nas eleições de Honduras; um ataque em grande escala contra a Venezuela e, mais recentemente, o anúncio de um decreto que prevê tarifas contra parceiros comerciais de Cuba.
