O bilionário norte-americano Jeffrey Epstein sugeriu, em conversas com colaboradores, que teria convivido com o papa João Paulo II no Vaticano, e que a experiência haveria influenciado decisões arquitetônicas em uma reforma realizada em sua residência. É o que revela um e-mail do Caso Epstein, enviado pelo artista Brandon Thompson ao intermediário Richard Kahn e reportado pela imprensa.
Thompson relata que Epstein deu instruções detalhadas, em um e-mail enviado em 2015, para a finalização de colunas decorativas, exigindo que cada peça tivesse um acabamento distinto. A orientação, segundo o artista, foi justificada por histórias contadas pelo empresário sobre sua suposta convivência na Santa Sé, e o contato direto com tradições e elementos arquitetônicos do Vaticano.
De acordo com o relato, Epstein afirmou que, historicamente, cada papa manteria uma coluna representando países conquistados ou sob influência da Igreja, formando uma espécie de coleção no Vaticano. Essa narrativa teria servido de base para o pedido de que as colunas de sua própria residência não fossem padronizadas, mas apresentassem características únicas. Tal diversidade simbolizaria uma "coleção" inspirada em uma suposta tradição papal.
Caso Epstein
- O bilionário norte-americano Jeffrey Epstein foi condenado em 2008 pela compra de serviços sexuais de uma menor de idade e, posteriormente, acusado de tráfico sexual de menores em larga escala. Ele era conhecido por seu círculo de amizades com políticos, celebridades e empresários, e sua residência privada na ilha Little Saint James, no Caribe, tornou-se o epicentro de diversas investigações por abuso sexual.
- Epstein morreu em 2019 em sua cela em uma prisão de Nova York, enquanto respondia a acusações federais. A morte encerrou parcialmente o processo contra ele, mas deixou abertas múltiplas investigações sobre seus associados e possíveis redes de exploração.