O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou nesta segunda-feira (2) que Moscou rejeita categoricamente as ameaças dos EUA de atacar o Irã, classificando os comentários como "interferência estrangeira subversiva".
"Condenamos veementemente a interferência estrangeira subversiva nos processos políticos internos do Irã. [...] Rejeitamos firmemente também as tentativas flagrantes de chantagear os parceiros estrangeiros do Irã por meio do aumento das tarifas comerciais", declarou.
Ele também instou aqueles que planejam um ataque contra Teerã, semelhante ao realizado em junho do ano passado, a estarem "cientes das consequências desastrosas de tais atos para a situação no Oriente Médio, bem como para a segurança internacional global".
"Ameaças de novos ataques militares contra o território da República Islâmica são categoricamente inaceitáveis", afirmou.
- As ações hostis dos EUA em relação ao Irã aumentaram significativamente no início de janeiro, quando Donald Trump ameaçou intervir militarmente no território do país, usando como pretexto a violência durante os recentes protestos no Irã. Embora pouco depois as manifestações tenham sido controladas, ele retomou as ameaças, desta vez apelando para outros motivos e voltando às exigências relacionadas aos programas nucleares e de mísseis.
- A agência iraniana de notícias ISNA revelou em 26 de janeiro que mensagens estão sendo trocadas entre o enviado especial da Casa Branca, Steven Witkoff, e o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, de acordo com o representante permanente nas Nações Unidas em Genebra, Ali Bahraini.
- Em 27 de janeiro, Trump anunciou que uma "grande armada" se dirigia ao Irã dias depois que o porta-aviões USS Abraham Lincoln e outros navios de guerra foram enviados ao Oriente Médio, deixando o país persa ao alcance de possíveis ataques.