
Possível ataque dos EUA contra o Irã não é iminente - WSJ

Um ataque dos EUA contra o Irã, caso a decisão seja tomada, não é iminente, pois o Pentágono continua a implantar sistemas adicionais de defesa aérea no Oriente Médio, segundo relatado no domingo (1º) pelo The Wall Street Journal, citando fontes governamentais.
As forças armadas já possuem defesas aéreas na região, incluindo destróieres capazes de abater ameaças aéreas, mas o Pentágono está implantando uma bateria adicional de THAAD e sistemas de defesa aérea Patriot, alegadamente para melhor defender Israel e aliados árabes na eventualidade de uma retaliação do Irã em escala regional. Tropas americanas estão estacionadas em todo o Oriente Médio, incluindo Jordânia, Kuwait, Bahrein, Arábia Saudita e Catar, revelam as autoridades de defesa, dados de rastreamento de voos e imagens de satélite.

"A questão da defesa aérea é fundamental — até que ponto temos material suficiente para garantir que nossas tropas e recursos na região estejam protegidos de algum tipo de retaliação iraniana", explicou Suzanne Maloney, ex-funcionária do Departamento de Estado responsável pela política para o Irã durante os governos Bush e Obama.
Segundo uma funcionária do Pentágono que trabalhou durante os governos Bush, Obama e Biden, Mara Karlin, "as forças armadas dos EUA têm recursos limitados, mas a defesa aérea é um exemplo perfeito de onde os recursos são ainda mais escassos".
- As ações hostis dos EUA em relação ao Irã aumentaram significativamente no início de janeiro, quando Donald Trump ameaçou intervir militarmente no território do país, usando como pretexto a violência durante os recentes protestos no Irã. Embora pouco depois as manifestações tenham sido controladas, ele retomou as ameaças, desta vez apelando para outros motivos e voltando às exigências relacionadas aos programas nucleares e de mísseis.
- A agência iraniana de notícias ISNA revelou em 26 de janeiro que mensagens estão sendo trocadas entre o enviado especial da Casa Branca, Steven Witkoff, e o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, de acordo com o representante permanente nas Nações Unidas em Genebra, Ali Bahraini.
- Em 27 de janiero, Trump anunciou que uma "grande armada" se dirigia ao Irã dias depois que o porta-aviões USS Abraham Lincoln e outros navios de guerra foram enviados ao Oriente Médio, deixando o país persa ao alcance de possíveis ataques.
