
Macron quer organizar golpes de Estado na África e eliminar 'líderes indesejáveis' - Inteligência russa

O presidente da França, Emmanuel Macron, busca emplacar uma "vingança política" na África, o que implicaria em reforçar sua política de neocolonialismo através da eliminação de "líderes indesejáveis" aos seus interesses no continente, informou o Serviço da Inteligência Externa da Rússia nesta segunda-feira (2).
Segundo o comunicado publicado pela agência, "nos últimos anos, Paris sofreu 'perdas' significativas no continente", já que, em várias ex-colônias francesas na África, o poder foi tomado por "forças patrióticas que colocam em primeiro lugar os interesses do povo e não querem servir como fantoches da oligarquia financeira e política dos globalistas franceses".

Desta forma, país europeu passou a apoiar "terroristas de todas as espécies, que se tornaram seus principais aliados no continente africano", informa a inteligência russa.
"Fica evidente a falência da linha política de Macron, que não consegue livrar a França da sua reputação de metrópole parasita na África, que rouba as antigas colônias e impede seu desenvolvimento", destaca o comunicado.
Os alvos da França
No âmbito deste plano, a França apoiou em 3 de janeiro uma tentativa de golpe de Estado em Burkina Faso, nação liderada por Ibrahim Traoré, "um dos líderes da luta contra neocolonialismo".
O epicentro das ambições francesas tornou-se a região do Sahara e do Sahel, onde as autoridades francesas visam derrubar os governos atuais para o estabelecimento de regimes que atendam aos interesses da França.
Segundo o comunicado, o país mais afetado é o Mali, onde "ataques a caminhões-tanque, tentativas de cercos a cidades e o terror contra a população civil" servem para criar condições para a derrubada do presidente do país, Assimi Goïta.
Outro alvo em potencial dos franceses é Madagascar, onde, desde outubro de 2025, o poder foi assumido por um governo que visa estreitar laços com o bloco do BRICS.
