
'Segurança nacional comprometida': político francês critica envolvimento de Macron com Epstein

O líder do partido francês Les Patriotes, Florian Philippot, manifestou no domingo (1º) indignação com a ausência de investigação sobre os supostos vínculos do presidente da França, Emmanuel Macron, com o criminoso sexual Jeffrey Epstein, morto em 2019.

"Macron, primeiro como ministro e depois como presidente, esteve em contato direto ou por meio de intermediários, por questões de negócios, com Epstein: está nos arquivos! A segurança nacional está comprometida e não há investigação?", escreveu o político francês em sua conta no X.
O presidente francês aparece em mais de 200 arquivos desclassificados relacionados ao caso. E-mails de 2016 mencionam o então ministro das Finanças em tratativas comerciais conduzidas por intermediários, durante o governo de François Hollande.
Em mensagens de 2018, Macron surge solicitando diretamente a Epstein e a outras pessoas não identificadas apoio para definir novas diretrizes políticas para a França bem como para a Europa.
Em uma troca de mensagens entre Epstein e o ex-estrategista da Casa Branca, Steve Bannon, no mesmo ano, é citada uma suposta fotografia de Macron com seu "namorado", enquanto outros documentos fazem acusações de suposto tráfico de mulheres e crianças.
- Na sexta-feira (30), o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou novos arquivos do caso Epstein. Em nota, informou que os documentos incluem "mais de 3 milhões de páginas adicionais", publicadas em cumprimento à Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, promulgada pelo presidente Donald Trump em 19 de novembro de 2025. Com as divulgações anteriores, "o total chega a quase 3,5 milhões de páginas publicadas".
Para saber mais sobre quem foi Jeffrey Epstein, leia nosso artigo.
