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Sheinbaum nega conversa com Trump sobre Cuba e anuncia ajuda humanitária mesmo sob pressão

A presidente do México afirmou que o envio de petróleo a Havana é tratado por vias diplomáticas e destacou a importância do apoio humanitário à ilha.
Sheinbaum nega conversa com Trump sobre Cuba e anuncia ajuda humanitária mesmo sob pressãoGettyimages.ru / Johana Remigio/ObturadorMX

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou neste domingo (1º) que não tratou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o envio de petróleo a Cuba. A declaração ocorre após Washington ameaçar tarifas a países que vendam ou forneçam petróleo à ilha.

Durante a inauguração do Museu Subaquático Sonorense, em Guaymas, Sheinbaum esclareceu que o tema não fez parte da conversa telefônica que manteve com Trump na última quinta-feira (29).

"Nunca falamos com o presidente Trump sobre o tema do petróleo com Cuba", declarou.

Ajuda humanitária

Segundo a presidente mexicana, o governo trabalha para resolver a questão do envio de petróleo por meio de canais diplomáticos, ressaltando o caráter humanitário da iniciativa. Sheinbaum anunciou que está sendo planejado o envio de ajuda humanitária a Cuba o mais rápido possível.

"Esta semana estamos planejando uma ajuda humanitária a Cuba. É uma ajuda que a Secretaria de Marinha vai fazer, de alimentação e outros produtos", afirmou.

De acordo com a mandatária, além do petróleo, serão enviados "outros produtos que são indispensáveis para o povo cubano".

Segundo o chanceler, o país "não aceita que não haja ajuda humanitária quando algum país do mundo o requer" e seguirá atuando para que o apoio chegue quando necessário.

De la Fuente afirmou ainda que o mecanismo permite "manter vivo o diálogo" e enviar uma mensagem direta às populações que precisam de assistência.

Medidas dos Estados Unidos

Na quinta-feira (28), o presidente norte-americano Donald Trump assinou um decreto, já em vigor, que autoriza a imposição de tarifas sobre importações de países que vendam ou forneçam petróleo a Cuba.

A medida foi justificada por Washington sob o argumento de que a ilha representaria uma "ameaça incomum e extraordinária" à segurança e à política externa norte-americanas, alegação rejeitada por Havana.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou na sexta-feira (30) que a decisão pode provocar uma grave crise humanitária, com impactos diretos em "hospitais, alimentação e outros serviços básicos do povo cubano".

A mandatária defendeu o respeito ao direito internacional e o diálogo entre as partes e informou que o país buscará alternativas para continuar auxiliando a ilha, lembrando que o México mantém contratos petrolíferos com Cuba.