VÍDEOS: Protesto reúne milhares na Av. Paulista e cobra prisão por morte do cão Orelha

A manifestação, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), pediu responsabilização de suspeitos por maus-tratos ocorridos na Praia Brava, em Florianópolis (SC).

Manifestantes realizaram na manhã deste domingo (1º) um ato na Avenida Paulista, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), pedindo justiça e a prisão dos responsáveis pela morte do cão Orelha, vítima de maus-tratos em Santa Catarina. O protesto reuniu defensores da causa animal que cobraram a responsabilização dos envolvidos no caso ocorrido na Praia Brava, em Florianópolis.

Investigação e suspeitos

Segundo a Polícia Civil, quatro adolescentes são apontados como autores do espancamento de Orelha. De acordo com informações publicadas pelo portal g1, dois deles haviam viajado com a família aos Estados Unidos e retornaram ao Brasil na quinta-feira (29), após anteciparem o voo, conforme monitoramento com apoio da Polícia Federal.

No mesmo dia, a corporação cumpriu dois mandados de busca e apreensão e recolheu os celulares dos investigados, que foram intimados a prestar depoimento. Os outros dois adolescentes já haviam sido alvos de operação policial na segunda-feira (26).

Por se tratar de menores de 18 anos, nomes, idades e localização dos suspeitos não foram divulgados, em cumprimento ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O auto de apuração de ato infracional foi aberto pela Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei da Capital (DEACLE), sem data definida para os depoimentos.

O caso

A Polícia Civil informou que Orelha foi agredido no dia 4 de janeiro, encontrado ferido e levado a uma clínica veterinária. Diante da gravidade dos ferimentos, o animal foi submetido à eutanásia no dia 5. Exames periciais indicaram que o cão foi atingido na cabeça por um objeto contundente, sem ponta ou lâmina, que não foi localizado, segundo o g1.

Além disso, três adultos, sendo dois pais e um tio dos adolescentes, foram indiciados por suspeita de coagir uma testemunha durante a investigação. De acordo com a corporação, a vítima seria um vigilante de condomínio que teria uma foto relevante para o esclarecimento do crime.

De acordo com o portal, a investigação também apura uma tentativa de afogamento de outro cão comunitário, Caramelo, na mesma praia. Há imagens dos adolescentes com o animal no colo e relatos de testemunhas que afirmam ter visto o grupo jogando o cachorro no mar.