O criminoso sexual Jeffrey Epstein assinou seu testamento em 8 de agosto de 2019, dois dias antes de morrer na cela de uma prisão em Nova York, detalhando como queria que seu patrimônio fosse distribuído, segundo uma nova leva de documentos divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Departamento de Justiça dos EUA, informam veículos locais.
O financista queria que sua fortuna, avaliada em 288 milhões de dólares (R$ 1,515 bilhão), e suas luxuosas propriedades ao redor do mundo fossem divididas entre pelo menos 44 beneficiários diferentes, incluindo familiares, amigos, funcionários e sócios.
«PARA SABER MAIS SOBRE QUEM FOI JEFFREY EPSTEIN, LEIA ESTE ARTIGO»
Segundo o documento, sua última namorada conhecida, Karyna Shuliak, dentista de origem bielorrussa, receberia uma parte considerável de 50 milhões de dólares (cerca R$ 263 milhões), além de um anel de diamantes de 33 quilates, e também seria beneficiada com uma série de imóveis.
Ao seu advogado, Darren Indyke, e ao seu contador, Richard Kahn, Epstein planejava deixar 50 e 25 milhões de dólares (cerca de R$ 263 milhões e R$ 131,5 milhões), respectivamente, enquanto sua sócia Ghislaine Maxwell, atualmente cumprindo pena de 20 anos de prisão por tráfico sexual, receberia 10 milhões de dólares (cerca de R$ 52,6 milhões), mesma quantia destinada a seu irmão Mark e ao piloto Larry Visoski.
Alguns nomes dos demais beneficiários não foram revelados, sendo mencionados apenas como "ela", e cada um receberia vários milhões de dólares. Diversos empregados também receberiam parcelas milionárias, de acordo com o testamento de Epstein.