Pesquisadores brasileiros, por meio do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA) e do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP), integram o consórcio internacional Mosaic, que conduz atualmente o maior projeto de astronomia do mundo na construção do Telescópio Extremamente Grande (ELT, na sigla em inglês).
A equipe brasileira é responsável por desenvolver o núcleo central de um espectrógrafo de última geração — isto é, um equipamento utilizado para decompor e fotografar diferentes espectros de luz. O componente integrará o ELT, que está atualmente em construção no deserto do Atacama, no Chile, a caminho de se tornar o maior telescópio óptico do mundo, com um espelho de 39 metros de diâmetro.
A participação no projeto garante ao Brasil acesso aos dados científicos do ELT e promove a capacitação de engenheiros e estudantes em tecnologias avançadas.
O espectrógrafo Mosaic permitirá observar mais de 200 alvos simultaneamente, abrindo o caminho para estudos aprofundados sobre a formação e evolução das galáxias, a origem dos elementos químicos e a distribuição da matéria no Universo. A previsão é que a fase brasileira do projeto seja concluída em 2032, com montagem final na França e início das operações do telescópio em 2038.