Trump sinaliza possibilidade de acordo sob pressão redobrada à Cuba

Declaração ocorre em meio ao endurecimento das sanções e novas ameaças contra a ilha.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste sábado (31) que há chances de um acordo com Havana, em meio ao endurecimento das ameaças de isolamento e intervenção americana contra a ilha caribenha.

"Isso não precisa virar uma crise humanitária. Acho que eles acabariam vindo falar conosco para chegar a um acordo", afirmou, após a assinatura do decreto de imposição de tarifas sobre produtos de países que vendem ou fornecem petróleo a Cuba, na quinta-feira (29).

"A situação em Cuba é muito ruim. Eles não têm dinheiro. Não têm petróleo. A Venezuela vivia do dinheiro e do petróleo venezuelanos, e agora nada disso está chegando", afirmou, em referência ao ataque conduzido por seu próprio governo à Venezuela em 3 de janeiro, que culminou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, para além da tomada de controle do setor petrolífero do país com prazo "indefinido".

O alerta de escalada para uma crise humanitária foi soado pela presidente do México, Claudia Sheinbaum, na sexta-feira (30). Defendendo suas medidas, Trump acredita que Havana recorrerá a Washington, pressionada pelo bloqueio de acesso a capital e petróleo, viabilizando um acordo antes de uma catástrofe.

O presidente também comentou que muitos cubanos nos EUA gostariam de voltar ao país natal.

"Gostaríamos que eles pudessem voltar para o país que não veem há muitas, muitas décadas. Posso resolver isso, sim", disse. "Estamos começando a conversar com Cuba", acrescentou à imprensa a bordo do Air Force One.

Medidas dos Estados Unidos