Candidata do governo lidera pesquisas na Costa Rica e arrisca vitória em 1º turno, neste domingo

Laura Fernández, que já ocupou dois ministérios da presidência de Rodrigo Chaves, conduziu campanha inspirada no modelo do presidente salvadorenho Nayib Bukele.

O primeiro turno das eleições presidenciais na Costa Rica está marcado para este domingo (1º), sob o favoritismo de Laura Fernández, candidata do partido oficialista.

A candidata atuou como ministra do Planejamento Nacional e Política Econômica da Costa Rica de 2022 a 2025 e como ministra da Presidência de 2024 a 2025, marcando uma campanha de herança política do atual presidente Rodrigo Chaves.

Fernández lidera as pesquisas com propostas de linha dura contra o crime, correspondendo à centralidade da pauta da segurança pública para o eleitorado, refletida em pesquisas de opinião conduzidas em dezembro do ano passado. Ela propõe a construção de uma mega-prisão e o endurecimento das penas, medidas inspiradas em modelos como o do presidente salvadoriano Nayib Bukele, que visam combater o crescente narcotráfico e a violência no país — enquanto despertam preocupações de uma escalada autoritária.

A ex-ministra também prometeu, caso eleita, adicionar o atual presidente Chaves ao seu gabinete.

Estimativas eleitorais

Os resultados das pesquisas apontam para uma possível vitória de Fernández já no primeiro turno, evitando um segundo pleito previsto para abril, caso conquiste apoio superior a 40% dos votos. Contudo, cerca de 26% dos eleitores ainda estão indecisos, e outros candidatos como Álvaro Ramos e Claudia Dobles, da centro-esquerda, buscam consolidar seus votos, oferecendo alternativas mais moderadas e focadas na prevenção social.

A eleição é vista pela imprensa internacional como um teste para a democracia costarriquenha e um reflexo do cenário político regional, marcado pelo avanço de governos de direita e a primazia da linha dura na pauta de segurança pública.

O resultado também determinará o futuro da relação do país com potências como os Estados Unidos, aspecto também refletido no alinhamento do modelo de Bukele aos interesses da Casa Branca.