O governo do México afirmou que não interromperá o envio de ajuda humanitária a países que necessitam de apoio, mesmo diante da pressão exercida pelos Estados Unidos sobre Cuba. A declaração foi feita neste sábado (31) pelo secretário de Relações Exteriores, Juan Ramón de la Fuente, durante reunião plenária do partido governista Morena, na Câmara dos Deputados.
Segundo o chanceler, o país "não aceita que não haja ajuda humanitária quando algum país do mundo o requer" e seguirá atuando para que o apoio chegue quando necessário.
De la Fuente afirmou ainda que o mecanismo permite "manter vivo o diálogo" e enviar uma mensagem direta às populações que precisam de assistência.
Medidas dos Estados Unidos
Na quinta-feira (28), o presidente norte-americano Donald Trump assinou um decreto, já em vigor, que autoriza a imposição de tarifas sobre importações de países que vendam ou forneçam petróleo a Cuba.
A medida foi justificada por Washington sob o argumento de que a ilha representaria uma "ameaça incomum e extraordinária" à segurança e à política externa norte-americanas, alegação rejeitada por Havana.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou na sexta-feira (30) que a decisão pode provocar uma grave crise humanitária, com impactos diretos em "hospitais, alimentação e outros serviços básicos do povo cubano".
A mandatária defendeu o respeito ao direito internacional e o diálogo entre as partes e informou que o país buscará alternativas para continuar auxiliando a ilha, lembrando que o México mantém contratos petrolíferos com Cuba.