Milhares de veteranos das Forças Armadas da Dinamarca, acompanhados de familiares e apoiadores, marcharam neste sábado (31) até a Embaixada dos Estados Unidos, em Copenhague, em protesto contra declarações do presidente norte-americano Donald Trump que colocaram em dúvida a atuação de aliados europeus no Afeganistão, segundo a imprensa local.
Durante o ato, os manifestantes leram os nomes dos 44 soldados dinamarqueses mortos no Afeganistão e dos oito que morreram no Iraque. Após a leitura, participantes retiraram chapéus e bonés e fizeram um minuto de silêncio.
Bandeiras com os nomes dos militares foram posicionadas em bancadas elevadas diante da sede diplomática.
Críticas às declarações
Carsten Rasmussen, presidente nacional do movimento Veteranos Dinamarqueses, organizador da mobilização, discursou em inglês para direcionar a mensagem à administração norte-americana.
"Dinamarca sempre apoiou os Estados Unidos, e nos mantivemos em pontos conflitivos do mundo quando isso nos foi solicitado. Nos sentimos defraudados e ridicularizados pela administração Trump", afirmou.
As críticas foram motivadas por uma entrevista concedida por Trump à Fox News, na qual o presidente disse que tropas de aliados da OTAN ficaram "um pouco afastadas das linhas de frente" no Afeganistão.
"Eles dirão que enviaram tropas, e enviaram, mas ficaram um pouco atrás", declarou. Trump também questionou o compromisso dos aliados: "Eles estarão lá para nós se precisarmos? Não tenho muita certeza".
As declarações foram rejeitadas oficialmente por Alemanha, Itália, Noruega, Reino Unido, Dinamarca, França e Austrália.
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