Israel retoma ataques contra Gaza e alega 'violação' do cessar-fogo

Relatos indicam que quase 30 pessoas morreram em decorrência da ofensiva israelense no enclave.

As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram neste sábado (31) que atacaram membros do movimento palestino Hamas e da Jihad Islâmica Palestina, além de instalações em diferentes pontos da Faixa de Gaza, em resposta ao que classificam como "uma violação" do acordo de cessar-fogo.

"Em resposta à violação do acordo de cessar-fogo de ontem, sexta-feira (30), quando oito terroristas foram identificados saindo de uma infraestrutura subterrânea no leste de Rafa, as FDI e o ISA atacaram até o momento quatro comandantes e outros membros das organizações terroristas Hamas e Jihad Islâmica em toda a Faixa de Gaza", diz o comunicado do Exército israelense.

O comunicado acrescenta que também foram atacados um arsenal, um local de produção de armas e duas posições de lançamento do Hamas no centro da Faixa de Gaza.

Enquanto isso, autoridades citadas por veículos locais informam que os ataques aéreos israelenses em toda a Faixa de Gaza mataram pelo menos 28 palestinos, incluindo seis crianças e quatro mulheres, ao atingirem tendas que abrigavam famílias deslocadas.

"Crime brutal"

Diante dos ataques israelenses, o Hamas denunciou que os bombardeios contínuos em toda a Faixa de Gaza configuram "um crime brutal e uma nova e flagrante violação" do acordo de cessar-fogo. "Isso revela a manipulação do acordo por parte da ocupação, assim como seu desprezo pelos esforços dos mediadores e dos países signatários do acordo", afirmaram.

Nesse sentido, o grupo pediu que os signatários e a administração americana adotem medidas "imediatas" para interromper a política de Tel Aviv de "minar o cessar-fogo", obrigando-a a suspender a guerra e os massacres contra a população civil, e garantindo que o acordo seja cumprido "sem evasivas ou atrasos".