Cuba condenou nesta sexta-feira (30), "nos termos mais enérgicos", o "empenho" do governo norte-americano, liderado por Donald Trump, em impor um "bloqueio total ao fornecimento de combustível" à ilha.
"O governo Trump consolida uma forma perigosa de conduzir a política externa de seu país por meio da força e de exercer suas ambições para garantir um hegemonia imperialista", diz o comunicado compartilhado pelo presidente cubano Miguel Díaz-Canel.
Em nota, Havana rechaça a ameaça de impor tarifas aos países que enviam petróleo para a ilha. O governo cubano classificou a medida como uma "violação flagrante do Direito Internacional" que atenta "contra a Proclamação da América Latina e do Caribe como Zona de Paz".
"Ratifica que é o governo desse país que atenta contra a segurança, a estabilidade e a paz da região e do mundo", acrescenta o texto.
Medidas baseadas em "mentiras"
A nota alerta para a "extensa lista de mentiras e acusações difamatórias contra Cuba", utilizada para justificar as decisões de Washington.
"Como todos sabem, incluindo o próprio governo dos Estados Unidos, Cuba não representa qualquer ameaça para os Estados Unidos, seus interesses nacionais ou o bem-estar dos cidadãos desse país que, além disso, sempre foram tratados com respeito e hospitalidade quando seu governo lhes permitiu visitar a ilha", lê-se no documento, enfatizando que "Cuba não ameaça ou agride a qualquer país".
O governo cubano salienta que Washington "chega a este ponto após ter falhado durante 67 anos em subjugar e destruir um processo político e revolucionário genuíno e legítimo, de plena soberania, justiça social e promoção da paz e da solidariedade com o resto do mundo".