
Departamento de Justiça diz que novos arquivos do caso Epstein trazem 'alegações falsas' contra Trump

O Departamento de Justiça dos EUA divulgou nesta sexta-feira (30) novos arquivos relacionados ao caso do falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein.
Em comunicado, a instituição informou que os documentos incluem "mais de 3 milhões de páginas adicionais", cuja publicação ocorre em resposta à Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, promulgada pelo presidente Donald Trump em 19 de novembro de 2025. Somadas às divulgações anteriores, "o total chega a quase 3,5 milhões de páginas publicadas".
No entanto, o Departamento faz uma ressalva e afirma que a divulgação "pode incluir imagens, documentos ou vídeos falsos ou apresentados de forma enganosa, já que tudo o que o público enviou ao FBI foi incluído na produção que responde à Lei".

Além disso, a instituição destaca que "alguns dos documentos contêm alegações falsas e sensacionalistas contra o presidente Trump que foram apresentadas ao FBI pouco antes das eleições de 2020".
"Para que fique claro, as alegações são infundadas e falsas, e, se tivessem um pingo de credibilidade, sem dúvida já teriam sido usadas como arma contra o presidente Trump", enfatiza o Departamento de Justiça.
O que se diz
Entre outras alegações, os arquivos acusam Trump de ter organizado encontros em sua mansão de Mar-a-Lago, na Flórida. Segundo os documentos, Epstein fornecia garotas ao atual presidente norte-americano para serem leiloadas; também há acusações de que menores teriam sido submetidas a testes de "estreiteza".
"Ele media a vulva e a vagina das meninas introduzindo um dedo e as classificava de acordo com a estreiteza", lê-se em um dos arquivos recém-divulgados. O texto também diz: "Fomos levadas para alguns quartos e obrigadas a praticar sexo oral em Donald J. Trump. Fomos forçadas a permitir que ele nos penetrasse. Eu tinha 13 anos quando Donald J. Trump me estuprou".
