'DST' e 'meninas': o que a nova leva de documentos do caso Epstein revela sobre Bill Gates

Mensagens atribuídas ao criminoso sexual, divulgadas pelo governo Trump após meses de pressão, contêm acusações explícitas envolvendo o fundador da Microsoft.

E-mails incluídos em cerca de três milhões de documentos da nova leva de arquivos relacionada ao financista americano Jeffrey Epstein trazem acusações explícitas contra o fundador da Microsoft, Bill Gates. Os materiais foram publicados nesta sexta-feira (30) pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após meses de pressão pública.

Em um e-mail datado de 18 de julho de 2013, enviado por Epstein a si mesmo, ele afirma que Gates teria contraído uma doença sexualmente transmissível após manter relações com "meninas russas" e que teria pedido ajuda para ocultar o caso.

Na mensagem, Epstein escreve: "Para completar, me imploram que apague os e-mails sobre sua doença sexualmente transmissível, seu pedido para que eu providencie antibióticos para que ele possa entregá-los a [sua esposa] Melinda às escondidas e a descrição de seu pênis". O texto apresenta os primeiros detalhes concretos sobre a relação entre os dois, indo além das fotografias já conhecidas do empresário presentes nos arquivos de Epstein.

Entre os documentos divulgados consta ainda outro e-mail que Epstein teria enviado a si mesmo na madrugada do mesmo dia. O texto é redigido como uma suposta carta de renúncia à Fundação Bill e Melinda Gates, embora Epstein nunca tenha trabalhado oficialmente para a organização.

"Em meu papel como sua mão direita, fui solicitado — e erroneamente concordei — a participar de coisas que vão do moralmente inadequado ao eticamente incorreto, e fui repetidamente solicitado a fazer coisas que se aproximam e potencialmente ultrapassam os limites do ilegal", afirma o documento.

"Desde ajudar Bill a obter drogas para lidar com as consequências de suas relações sexuais com meninas russas, até facilitar seus relacionamentos ilícitos com mulheres casadas, passando por pedidos para fornecer Adderall para torneios de bridge, já que sou médico, embora não tenha autorização para prescrever medicamentos", acrescenta o texto.