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Procurador-geral adjunto alega que Trump não foi protegido na nova leva de arquivos Epstein

Blanche justificou a exclusão de parte do conteúdo afirmando que foram identificados registros de abuso sexual infantil, cuja divulgação é proibida por lei para proteger as vítimas.
Procurador-geral adjunto alega que Trump não foi protegido na nova leva de arquivos EpsteinGettyimages.ru

O procurador-geral adjunto dos Estados Unidos, Todd Blanche, afirmou nesta sexta-feira (30) que a Justiça "não protegeu" o presidente do país, Donald Trump, nem qualquer outra pessoa, para evitar que seus nomes aparecessem nos arquivos do caso do falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein.

"Posso assegurar que cumprimos a lei, cumprimos as normas, e não protegemos o presidente [Donald] Trump; não protegemos nem desfavorecemos ninguém", declarou Blanche à imprensa, ao ser questionado diretamente sobre o assunto.

Segundo ele, "há uma grande demanda por informações que (...) não será atendida apenas com a revisão desses documentos" e "não há nada" que possa ser feito além disso. Ainda assim, ressaltou que, conforme determinado em relação ao mandatário, foi seguido o princípio da transparência, com a divulgação de tudo o que foi possível.

No mesmo dia, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou um novo lote de arquivos relacionados ao caso. De acordo com Blanche, o material inclui cerca de 3,5 milhões de páginas, além de 2.000 vídeos e 180 mil imagens, de um universo de milhões de documentos.

Blanche justificou a exclusão de parte do conteúdo afirmando foram identificados registros de abuso sexual infantil, cuja divulgação é proibida por lei para proteger as vítimas.