
Procurador-geral adjunto alega que Trump não foi protegido na nova leva de arquivos Epstein

O procurador-geral adjunto dos Estados Unidos, Todd Blanche, afirmou nesta sexta-feira (30) que a Justiça "não protegeu" o presidente do país, Donald Trump, nem qualquer outra pessoa, para evitar que seus nomes aparecessem nos arquivos do caso do falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein.
"Posso assegurar que cumprimos a lei, cumprimos as normas, e não protegemos o presidente [Donald] Trump; não protegemos nem desfavorecemos ninguém", declarou Blanche à imprensa, ao ser questionado diretamente sobre o assunto.

Segundo ele, "há uma grande demanda por informações que (...) não será atendida apenas com a revisão desses documentos" e "não há nada" que possa ser feito além disso. Ainda assim, ressaltou que, conforme determinado em relação ao mandatário, foi seguido o princípio da transparência, com a divulgação de tudo o que foi possível.
Q: Can you assure the American public that President Trump, like every other prominent person whose name came up in the Epstein files, that all documents, photos, and anything relevant to him connected to the case is being released?BLANCHE: I mean, yes. I can assure that we… pic.twitter.com/XNG3RASCTC
— Aaron Rupar (@atrupar) January 30, 2026
No mesmo dia, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou um novo lote de arquivos relacionados ao caso. De acordo com Blanche, o material inclui cerca de 3,5 milhões de páginas, além de 2.000 vídeos e 180 mil imagens, de um universo de milhões de documentos.
Blanche justificou a exclusão de parte do conteúdo afirmando foram identificados registros de abuso sexual infantil, cuja divulgação é proibida por lei para proteger as vítimas.
