
Marco Rubio comemora decisão da Suprema Corte do Panamá que derruba concessão chinesa no Canal

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, manifestou nesta sexta-feira (30) a satisfação de Washington com a decisão judicial que afeta interesses de uma concessão chinesa no Canal do Panamá.
"Os Estados Unidos estão encorajados pela recente decisão da Suprema Corte do Panamá, que considerou inconstitucionais as concessões portuárias concedidas à China", escreveu Rubio no X.
The United States is encouraged by the recent Panamanian Supreme Court’s decision to rule port concessions to China unconstitutional.
— Secretary Marco Rubio (@SecRubio) January 30, 2026
A reação ocorre um dia depois de a Suprema Corte do Panamá declarar inconstitucional a concessão que autorizava a empresa chinesa CK Hutchison, por meio de uma subsidiária, a operar dois portos no Canal do Panamá.

Pequim rejeitou a decisão e prometeu proteger os direitos e interesses das empresas chinesas, enquanto o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, apresentou nesta sexta-feira um "plano de contingência" para as operações do canal.
O plano prevê que, até a implementação da decisão, a subsidiária da CK Hutchison seguirá operando sem mudanças. Em seguida, será iniciado um período de transição, que deverá resultar em uma nova concessão, a ser licitada sob novos termos e condições.
"Garantiremos que cada passo seja dado de forma ordenada, profissional e transparente; não haverá qualquer improvisação. Esperamos que a empresa, subsidiária do conglomerado multinacional, zelosa da sua reputação corporativa, coopere plenamente durante esta fase", afirmou o presidente em mensagem à nação.
- Os processos foram instaurados em julho passado pelo Gabinete do Controlador Geral, em meio à pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, para retomar o controle do Canal do Panamá e ao bloqueio, por parte das autoridades chinesas, da venda dos portos da CK Hutchison a um consórcio internacional liderado pelo conglomerado americano BlackRock.
- Pequim acusou Washington de intimidar e pressionar a CK Hutchison, com sede em Hong Kong, a vender seus portos a companhias americanas.
