
Jornalista americano é detido ao cobrir protestos e Casa Branca comemora

O jornalista da CNN Don Lemon foi detido em Los Angeles por autoridades federais.
A Casa Branca comemorou a prisão ao publicar uma foto de Lemon em sua conta no X, com a mensagem: "Quando a vida te dá limões..."
When life gives you lemons... ⛓️ pic.twitter.com/wxry0fudOj
— The White House (@WhiteHouse) January 30, 2026
A prisão foi confirmada pela procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, que informou que a ação ocorreu sob sua orientação. Além de Lemon, também foram detidos Trahern Jeen Crews, Georgia Fort e Jamael Lydell Lundy.
A autoridade afirmou que as detenções ocorreram "em relação ao ataque coordenado contra a igreja Cities Church em St. Paul, Minnesota", em referência a um protesto anti-imigração, no último dia 18, que interrompeu um culto religioso, em meio às tensões no estado provocadas por ações do Serviço de Imigração e Controle Alfandegário (ICE, na sigla em inglês).
Fazendo seu trabalho

Lemon e seu advogado, Abbe Lowell, afirmaram que o jornalista não tem ligação com o grupo que invadiu o templo e que estava no local apenas fazendo a cobertura dos acontecimentos, segundo a Associated Press.
Durante a transmissão na igreja, Lemon declarou diversas vezes: "Não estou aqui como ativista. Estou aqui como jornalista"; ele descreveu a situação e entrevistou fiéis e manifestantes.
"Don é jornalista há 30 anos, e seu trabalho em Minneapolis, protegido pela Constituição, não era diferente do que ele sempre fez (...) A Primeira Emenda existe para proteger os jornalistas, cuja função é trazer à tona a verdade e exigir responsabilidades daqueles que detêm o poder", disse Lowell, de acordo com a agência.
