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Trump nomeia seu candidato para dirigir o Fed

Warsh é formado em políticas públicas e direito, foi vice-presidente do conglomerado Morgan Stanley & Co. e integrou o governo do presidente George W. Bush.
Trump nomeia seu candidato para dirigir o FedGettyimages.ru / Win McName

Na sexta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, nomeou o financista e executivo bancário Kevin Warsh para o cargo de presidente do Federal Reserve.

"Conheço Kevin [Warsh] há muito tempo e não tenho dúvidas de que ele entrará para a história como um dos maiores, talvez o maior, presidente do Federal Reserve. Acima de tudo, ele é o candidato perfeito e nunca decepcionará vocês", disse o presidente, detalhando a vasta experiência do candidato em economia e finanças.

As declarações de Trump vêm em meio a fortes críticas à política monetária do atual presidente do Fed, Jerome Powell, que enfrenta acusações criminais.

Currículo do candidato

A biografia de Warsh descreve sua formação em políticas públicas na Universidade Stanford em 1992 e direito na Faculdade de Harvard em 1995. 

Ele deixou seu cargo de vice-presidente e diretor executivo do conglomerado financeiro Morgan Stanley & Co., em fevereiro de 2002, para integrar o governo do presidente George W. Bush. Ele atuou como assistente especial do presidente para política econômica e como secretário executivo do Conselho Econômico Nacional.

O candidato tomou posse como membro do Conselho de Governadores do Sistema da Reserva Federal em fevereiro de 2006, indicado por Bush, atuando como representante do órgão no G20, deixando o cargo em março de 2011. Desde então, Warsh trabalha como pesquisador em Stanford, assessor de empresas e membro do conselho de administração da United Parcel Service (UPS), uma das maiores empresas de logística e entrega dos EUA e do mundo.

Durante a crise de 2008, Warsh atuou como um elo vital entre o banco central e Wall Street, relata a Financial Times. A reportagem aponta que ele tem sido um crítico da gestão de Jerome Powell e defendido que a IA aumentará a produtividade econômica, reduzindo preocupações sobre tendências inflacionárias e abrindo o caminho para cortes na taxa de juros, em oposição a seu antecessor.

O jornal avalia que a valorização do dólar nesta sexta-feira (30) é um sinal inicial de otimismo de que Warsh não se deixará intimidar pelo governo Trump, entretanto, a ponto de promover cortes agressivos nas taxas de juros.