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Irã promete resposta contra UE após bloco designar CGRI como 'organização terrorista'

O secretário do Conselho de Segurança Nacional do Irã afirmou que as consequências recairão sobre os países que apoiaram essa medida.
Irã promete resposta contra UE após bloco designar CGRI como 'organização terrorista'Gettyimages.ru / Morteza Nikoubazl / NurPhoto /

O secretário do Conselho de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, prometeu uma resposta contra a União Europeia por ter designado a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) como uma "organização terrorista".

"A União Europeia está, sem dúvida, ciente de que, de acordo com a resolução da Assembleia Consultiva Islâmica [o Parlamento iraniano], os exércitos dos países que participaram da recente decisão da União Europeia contra a Guarda Revolucionária Islâmica são considerados terroristas. Portanto, as consequências recairão sobre os países europeus que pressionaram por tal medida", escreveu o alto funcionário em sua conta no X.

A UE designou a IRGC como uma "organização terrorista" na quinta-feira (29), alegando que a medida foi uma resposta às suas ações durante os recentes protestos no Irã.

Irã vive onda de protestos em meio à incitação ao caos vinda do exterior: o que se sabe?

Essa ação da UE representa mais um passo contra o país que está novamente na mira do governo Trump. 

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Seyed Abbas Araghchi, classificou as ações da UE como "um grave erro estratégico". Ele criticou ainda a "hipocrisia" europeia, alegando que a UE "não tomou nenhuma providência" em relação ao genocídio israelense em Gaza, enquanto se apressa em "defender os direitos humanos" no Irã. 

  • O presidente Donald Trump não descartou a possibilidade um ataque militar contra o Irã com objetivo de provocar uma mudança de regime, acusado por Washington de reagir de forma violenta às manifestações antigovernamentais e de desenvolver armas nucleares.
  • O Irã nega o caráter militar de seu programa nuclear e responsabiliza os países ocidentais pelas mortes durante os protestos, acusando-os de infiltrar terroristas entre os manifestantes.