Notícias

Irã promete resposta contra UE após bloco designar CGRI como 'organização terrorista'

O chanceler iraniano havia avaliado a designação como um "grave erro estratégico" e uma evidência da "hipocrisia" europeia.
Irã promete resposta contra UE após bloco designar CGRI como 'organização terrorista'Gettyimages.ru / Morteza Nikoubazl / NurPhoto /

O secretário do Conselho de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, prometeu nesta sexta-feira (30) uma resposta contra a União Europeia por ter designado a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) como uma "organização terrorista".

"A União Europeia está, sem dúvida, ciente de que, de acordo com a resolução da Assembleia Consultiva Islâmica [o Parlamento iraniano], os exércitos dos países que participaram da recente decisão da União Europeia contra a Guarda Revolucionária Islâmica são considerados terroristas. Portanto, as consequências recairão sobre os países europeus que pressionaram por tal medida", escreveu o alto funcionário em sua conta no X.

A UE designou a IRGC como uma "organização terrorista" na quinta-feira (29), alegando que a medida foi uma resposta às suas ações durante os recentes protestos no Irã.

Irã vive onda de protestos em meio à incitação ao caos vinda do exterior: o que se sabe?

Essa ação da UE representa mais um passo contra o país que está novamente na mira do governo Trump

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Seyed Abbas Araghchi, classificou as ações da UE como "um grave erro estratégico". Ele criticou ainda a "hipocrisia" europeia, alegando que a UE "não tomou nenhuma providência" em relação ao genocídio palestino por Israel em Gaza, enquanto se apressa em "defender os direitos humanos" no Irã. 

  • O presidente Donald Trump não descartou a possibilidade um ataque militar contra o Irã com objetivo de provocar uma mudança de regime, acusado por Washington de reagir de forma violenta às manifestações antigovernamentais e de desenvolver armas nucleares.
  • O Irã nega o caráter militar de seu programa nuclear e responsabiliza os países ocidentais pelas mortes durante os protestos, acusando-os de infiltrar terroristas entre os manifestantes.